Um hábito constante e perpétuo de dar a cada um aquilo que é seu, isso é justiça.

Luiz Carlos Cezar

Advogado | católico | pai de 5 filhos

Atuo no Público e Direito Sucessório e Patrimonial, ajudando famílias a transformar caos jurídico em organização real, com precisão técnica, serenidade e firmeza.

Escrevo, ensino e advogo guiado pela mesma bússola: clareza, verdade e responsabilidade.

O Direito é natural: nasce com o homem e serve para domar o caos, transformar conflito em ordem, força em argumento. A juridicidade é esse artesanato entre a justiça ideal e o mundo real.

A ciência jurídica é viva: guiada por história, razão e moral, pergunta o que é justo quando instinto e interesse colidem.

E o jurista é mediador, não carimbador: lê a lei e a pessoa por trás dela. Por isso, precisa de prudência — porque toda decisão toca vidas concretas.

Sem ela, a lei vira ferramenta; com ela, vira freio. É o bem comum, a dignidade humana e a verdade que mandam, não o cargo.

Julgar é humildade racional: não basta citar artigos; é preciso pesar circunstâncias, separar erro de malícia e lembrar que pena é remédio, não vingança.

E servir à justiça exige coragem: escolher o justo, mesmo quando o conveniente aplaude o contrário.

O Doutor Angélico, Santo Tomás de Aquino, há 800 anos explicou a dinâmica da aplicação da virtude da justiça cardeal, nas relações humanas.

Antes de tudo, "justiça" é uma virtude e é uma virtude cardeal. Ou seja, juntamente com Prudência, Temperança e Fortaleza, a Justiça faz parte das quatro virtudes cardeais que norteiam o homem para o bem e para o seu fim último, que é a beatitude eterna. 

Ser justo é querer o bem e o bem só é adquirido pela reta razão, com a vontade  ordenada. Não há justiça num juiz corrupto ou numa pessoa que, alheia à verdade, busca seus próprios interesses. 

Santo Tomás de Aquino, em sua principal obra, Suma Teológica, ensina sobre o conceito de justiça.

Afinal, o que é justiça? Justiça é a vontade constante e perpétua de dar a cada um aquilo que é seu.

Isto, porque a justiça é uma virtude cardeal. É também um hábito fruto da vontade. Ninguém faz justiça sem vontade. A justiça não nasce do sentimento, mas do dever.

Ser justo é cumprir o que prometeu, respeitar o que não é seu e reconhecer direitos até de quem você não ama.